Imagem ilustrativa de minha autoria, Melissa L.

Autor: Jay Asher
Editora: Ática
Páginas: 256
Ano: 2009
ISBN: 978850126654

Clay Jensen, um adolescente tipicamente considerado “normal”/“de boa” pelos conhecidos, está voltando da escola quando encontra um curioso pacote contendo o seu nome, dentro dele algumas fitas cassetes numeradas de 1 a 13 com esmalte azul. Convenhamos que era algo bizarro o suficiente, mas de alguma forma sentia que essas fitas poderiam mudar sua vida e ao ouvir a voz de Hannah Baker sair pelas caixas de som Clay teve total certeza sobre isso.

Hannah Baker é uma garota que conhecia na escola e sentia grandes sentimentos por ela, entretanto há alguns dias Hannah cometeu suicídio e jamais poderia imaginar que continha treze fitas gravadas por ela contando os treze motivos que a levaram a isso. O pior de tudo é saber que os únicos que terão acesso a elas são apenas os nomes envolvidos na fita, ou seja, se você a recebeu você foi um motivo. Para agonizar mais um pouquinho, você deve ouvir fita após fita, esperando seu nome aparecer e continuar até o fim para descobrir para quem você deve enviá-las depois. O que Clay não conseguia digerir, se é que era possível digerir algo assim, era qual coisa faria dele culpado pela decisão trágica de Hannah.

“Eu queria. Eu poderia ter ajudado. Mas quando entrei, você me empurrou para longe. Quase posso ouvir a voz de Hannah falando o que eu estou pensando: "Então, por que você não tentou com mais insistência?".

Esse livro mexeu muito comigo, é algo inexplicável e tocante! Você desde o início sabe que não tem mais volta, mas a cada relato que a garota se expõe, mais e mais você quer que seja mentira, que ela ainda esteja viva. Juro que chorei horrores quando terminei e refleti bastante sobre o assunto, pois quantas vezes nós ignoramos alguém que suplica por ajuda? Quantas vezes fazemos atitudes que machucam e marcam profundamente alguém e nós não percebemos? Quantas “Hannahs” já passaram por nós ou quantas vezes nós fomos a Hannah na vida? Pois é...

“— De verdade. Obrigado — eu repito. E, ao dizer isso, a intenção é agradecer por algo além da simples carona. Por tudo. Pela maneira como ele reagiu quando eu perdi o controle e chorei. Por tentar me fazer rir na noite mais horrível da minha vida”.

Não vou mentir, não é uma leitura leve e nos força a rever muitos conceitos e atitudes de nosso cotidiano e é exatamente por isso que eu recomendo esse livro para todos. “Os 13 Porquês” me fez querer ser alguém melhor e, como em muitos momentos me identifiquei com a Hannah, também procurar por ajuda quando for necessário, não me reprimir tanto. É um livro que não há palavras para descrevê-lo, literalmente apenas sentir e aprender.

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