Autor: C. S. Lewis
Editora: WMF Martins Fontes
Páginas: 751
Gênero: infantojuvenil
Ano: 1950; 1951; 1952; 1953; 1954; 1955; 1956
ISBN: 9788578270698

          Uma vez me disseram que quando deixamos de ser crianças, devemos parar de agir como bebês e fazer coisas de adultos. Revoltada com isso, decidi não seguir as regras e por causa dessa “inflação” vi que posso ler e embarcar em contos de fadas mesmo já sendo considerada adulta.
          Lewis acreditava exatamente a mesma coisa. Foi pensando nisso que um ex-ateu e amante dos bons e velhos contos de fada, decidiu ajudar milhares de crianças a não irem mais para o mau caminho. Assim começa nossas sete crônicas – que fora publicadas em uma ordem diferente da que apresentada no livro.


O sobrinho do Mago; Digory e sua mãe doente se mudam para a casa do tio André e por lá conhece Polly, a quem faz uma grande amizade. Em certo dia, dispostos a descobrirem os mistérios de uma casa abandonada, vão parar no sótão da casa do tio André. Lá descobrem que o mesmo queria ser um mago e havia desenvolvido dois anéis que levavam para um novo mundo. Após enganar Polly e dar a ela o anel de ida, Digory vai atrás dela para lhe entregar o anel que a trará de volta para casa. Dentre muitas aventuras e trapaças descobrirão como é um mundo morto e o nascimento de outro chamado Nárnia – que fora criado por Aslam, o Leão.

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa; Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia. Quatro irmãos, que por conta da guerra vão passar uma temporada na casa de campo de um professor. Em um dia decidiram brincar de esconde-esconde e Lúcia – a caçula – esconde-se num velho guarda-roupa de um quarto qualquer. Ao chegar ao fundo do mesmo, percebe estar num lugar muito frio, mas a onde seria? Depara-se com um lampião e um fauno chamado Sr. Tumnus – com quem toma xícaras de chá. Mais tarde ao voltar para o guarda-roupa, nota que o tempo do seu mundo não havia passado nada – e pior, seus irmãos não acreditavam nela. Edmundo, querendo agir de má fé, busca ir para esse mundo e encontra por lá A feiticeira branca, mas apenas na maldade de ver a irmã passar por mentirosa, finge que não sabe de nada. Mas e se os quatros irmãos, enquanto fogem da governanta, entrassem no guarda-roupa ao mesmo tempo?

O Cavalo e seu Menino; Shasta vivia numa pequena enseada da Calormânia com um homem que não era a melhor companhia. Um dia um tarcaã arrogante, acompanhado de seu cavalo, decide comprar Shasta como escravo. Shasta, revoltado, decide fugir e leva um grande susto ao notar que o cavalo do homem falava! Bri, o cavalo, era de uma terra do norte chamada Nárnia. Aliados se tornam e vão em busca de Nárnia – onde poderiam ser livres. No caminho encontram uma tarcaã chamada Aravis e sua égua também falante, Lasaralina, com o mesmo objetivo de fugirem para Nárnia. Ao passarem por Tashbaan arrumando certa confusão descobrem que um homem, Rabadash, disposto a fazer a rainha Susana de Nárnia se casar consigo, arruma um exercito para atacar Nárnia. Shasta e Aravis, juntos de seus cavalos, correm contra o tempo para avisar o pessoal das terras do norte e impedir que os maus arruínem o país de Aslam.

Príncipe Caspian; Caspian nasceu em um castelo de Nárnia, porém morava com seu tio arrogante, o Rei Miraz, já que seu pai havia morrido. Contudo, aprendendo de forma clandestina com um meio anão, descobre sobre a antiga Nárnia – onde existia no passado dois reis e duas rainhas e os animais falavam – e descobre também que Miraz avia matado seu pai, coagido os narnianos e esperava pelo seu primogênito para então matar Caspian e ter o trono para si. Assim então, Caspian decide tirar o tio do poder e lutar para trazer a antiga Nárnia de volta aos tempos e quando já não havia esperanças, toca-se ao vento a trompa de Susana, para enfim o auxílio chegar.

A Viagem ao Peregrino da Alvorada; Após um ano e alguns meses, Caspian decide embarcar com amigos no Peregrino da Alvorada, afim de descobrir as ilhas em torno de Nárnia, e descobrir também que fim levou os amigos de seu falecido pai. Em quanto isso, na Inglaterra (no nosso mundo), Lúcia e Edmundo passavam uma temporada com o primo Eustáquio, o Mísero. Em um dia chato onde os dois precisavam aturar o primo, notam que o quadro de um oceano começa a ficar cada vez maior e molhado, os levando para mares de um certo outro mundo. Por lá encontram Caspian e embarcam com ele em busca dos mistérios das ilhas solitárias.

A Cadeira de Prata; Eustáquio, que agora havia mudado, volta para o colégio experimental no qual encontra uma colega, Jill, chorando pelos colegas que a maltratavam. Eustáquio conta a ela sobre Nárnia e ambos começam a implorar para que Aslam os levasse até Nárnia. Durante uma fuga de tirar o fôlego abram-se as portas da esperança para Nárnia, mas em um acidente Eustáquio é levado pelo ar e Jill fica sozinha com um leão. O leão passa a ela algumas ordens a serem cumpridas para acharem o príncipe Riliam, filho de Caspian. Decidida a cumprir com sua obrigação com o leão, ela e Eustáquio – acompanhados de um Paulama chamado Brejeiro – embarcam para as terras dos gigantes e um submundo.

A Última Batalha; Tudo na vida tem seu fim, por que Nárnia seria diferente?! Em um belo dia, o macaco Manhoso, encontra uma pele de leão na floresta e decide tirar-se proveito disso vestindo o “amigo” jumento Confuso de leão. Após isso, une-se aos inimigos de Nárnia, os calormanos, para explorar os animais, soltando o boato de que Aslam havia voltado. Enganando os animais e anões, dizendo para eles que Aslam era na verdade Tash – uma criatura maligna – faz muito deles louvarem para pessoa errada. Assim, mesmo Eutáquio, Jill e o rei Tirian buscando mostrar a verdade para os narnianos, já era tarde de mais. Após serem escravos, maltratados, haviam fechado seus corações para a verdade vivendo então a eternidade na escuridão. Aslam ressurge e acorda o senhor do tempo. Seria este o fim definitivo de Nárnia?!

          É assim que descobrimos em cada página um pouco da paródia da bíblia com Lewis, e mesmo sem perceber, damos valor ao que temos de especial como, por exemplo, nossa família. Parabéns querido Clive Staples Lewis, além de escrever uma história brilhante me trouxe de certa forma aos caminhos da paz. Notei enfim, que um dia, todos vamos para a verdadeira Nárnia quando chegada a hora.

Deixe um comentário